"Com mãos se faz a paz, se faz a guerra..."
O quadro abaixo foi um dos meus primeiros trabalhitos em pintura,
e é obviamente de principiante, quase sem técnica nenhuma.
Mas tem para mim algum simbolismo, já que o fiz a partir da famosa
escultura de Rodin, "A Catedral", essa sim, magnífica.
Foi a maneira que encontrei de prestar homenagem a esse belo
instrumento, as mãos, ao mesmo tempo que a Rodin,
e agora aproveito para reflectir um pouco a partir daí:
Somos feitos de tal modo que não damos qualquer importância
ao que possuímos, a não ser quando o perdemos (temporária
ou definitivamente).
Há uns anos atrás tive essa experiência,
felizmente temporária: devido a uma pequena fractura,
fiquei algum tempo impossibilitada de usar a mão direita.
Nessa altura dei-me conta de quão extraordinárias e indispensáveis
são as mãos (e naturalmente tudo o resto).
Agora, olho para elas de modo diferente e, como Rodin, vejo nelas
a beleza e o simbolismo
de uma catedral, mas mais indispensáveis.
Quem dera não precisarmos mais de perdas
temporárias para admirar e valorizar tudo o que temos
ou nos rodeia,
em vez de apenas repararmos no que não temos,
seja de que ordem for, como é nosso hábito!
As mãos - Catedral - Guache sobre papel - Margri
O quadro abaixo foi um dos meus primeiros trabalhitos em pintura,
e é obviamente de principiante, quase sem técnica nenhuma.
Mas tem para mim algum simbolismo, já que o fiz a partir da famosa
escultura de Rodin, "A Catedral", essa sim, magnífica.
Foi a maneira que encontrei de prestar homenagem a esse belo
instrumento, as mãos, ao mesmo tempo que a Rodin,
e agora aproveito para reflectir um pouco a partir daí:
Somos feitos de tal modo que não damos qualquer importância
ao que possuímos, a não ser quando o perdemos (temporária
ou definitivamente).
Há uns anos atrás tive essa experiência,
felizmente temporária: devido a uma pequena fractura,
fiquei algum tempo impossibilitada de usar a mão direita.
Nessa altura dei-me conta de quão extraordinárias e indispensáveis
são as mãos (e naturalmente tudo o resto).
Agora, olho para elas de modo diferente e, como Rodin, vejo nelas
a beleza e o simbolismo
de uma catedral, mas mais indispensáveis.
Quem dera não precisarmos mais de perdas
temporárias para admirar e valorizar tudo o que temos
ou nos rodeia,
em vez de apenas repararmos no que não temos,
seja de que ordem for, como é nosso hábito!
As mãos - Catedral - Guache sobre papel - Margri