segunda-feira, 31 de março de 2008

Tentação

Não foi a Eva que deu uma dentada nesta maçã; fui euzinha (na que serviu de modelo).
É certo que eu sou bem uma filha de Eva: se estivera no lugar dela e algum deus me houvera proíbido o fruto da árvore do conhecimento, nem precisaria da tentadora serpente para dar a tal dentada.
Alguém quer provar?


frutos - pintura acrílica, utilizando uma massa à base de farinha de madeira
para dar um pouco de relevo

sexta-feira, 21 de março de 2008

9º C em grande...

Na sequência de um vídeo do You Tube, "9º C em grande":

Finalmente, o problema da indisciplina e desrespeito escolares tem honras de 1ª notícia nas televisões.
E tudo graças a um telemóvel: não me refiro ao da aluna que barafustou com a professora - esse foi apenas mais um pretexto - mas ao do outro aluno que, graças ao seu telemóvel com câmara, pôde filmar a cena.
É que, quando não se vêem imagens, ninguém acredita no que é o dia a dia de muitas escolas.
E este problema (o de fundo, não o circunstancial) tem vindo a invadir um número crescente de estabelecimentos escolares, e já há vários anos, bem antes de toda a gente ter telemóveis.

Não é só a violência (que agora até tem um nome inglês, para se poder dizer que é internacional); é também a indisciplina feita de barulho, gritos, agitação, palavrões e brincadeira constantes dentro das salas de aula, que impedem o trabalho escolar e contribuem largamente para os resultados que conhecemos.

Mas normalmente culpam-se os professores - que não sabem cativar os alunos, tornar as aulas interessantes, afirmar-se, etc., etc.
Eu gostaria de ver quem diz isto a trabalhar com certas turmas que me passaram pelas mãos!
Eles nem imaginam os malabarismos que os professores fazem...

Há umas décadas atrás, quando havia alunos sistematicamente indisciplinados e perturbadores, os professores ainda podiam expulsá-los da aula, e até marcar "falta disciplinar".
E agora, alguém pensa que isso ainda é possível?
As faltas (disciplinares já nem existem) já não contam para nada, e expulsar os alunos da sala implicava que as escolas tivessem estruturas e pessoal para tomar conta deles; onde é que isso existe para um elevado nº de casos?

O problema não é das escolas nem dos professores - com pouquíssimos meios - é do SISTEMA e do laxismo em que o deixaram cair.


Não basta agora insurgirmo-nos apenas contra o fenómeno específico e restrito dos telemóveis nas aulas: Há mil outras maneiras de perturbar o trabalho escolar.
Precisam-se antes de regras claras e dos meios de as fazer cumprir (persuasivos, mas também coercitivos).
Se assim não for, que cidadãos estamos a preparar? Como nos podemos admirar que mais tarde eles não saibam cumprir regras nem ser responsáveis, seja na estrada, no trabalho ou na família?

Bem, só espero que depois disto, os telemóveis com câmara de filmar não sejam banidos das salas de aula, pois muito há ainda para gravar e mostrar, sem que o objecto litigioso seja apenas outro telemóvel (alvo, agora, de todas as indignações).

E já que é a única maneira de dar a conhecer o problema e de fazer com que as pessoas acreditem e se indignem... vivam os telemóveis - com câmara!


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P.S.: Após esta minha gota de água para o problema focado, vi outras gotas, das quais destacaria esta , pela profundidade e seriedade.

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sábado, 15 de março de 2008

Novo Blogue

Estes dois gostam de escrever e desenhar:

À Regina ("velha" amiga) não lhe falta imaginação e tem queda para a escrita; o João faz as ilustrações.

Nada de extraordinário, a não ser o facto de nenhum deles o poder fazer com as mãos (nem mesmo com os pés).

Parece-me pois que este blogue é uma ode à vontade e à coragem, mesmo que eles não ponham as diferenças em 1º plano.

Afinal, somos todos diferentes, e todos temos as nossas deficiências.

A visitar, este dueto de três:

http://duetodetres.blogspot.com/

sábado, 8 de março de 2008

INTERMITÊNCIAS

Após este interregno, e para não perder completamente o hábito, venho aqui partilhar alguns dos trabalhos que ainda vou fazendo, quando há tempo.
Apesar de não ter uma grande produção, este hobby tem funcionado como uma terapia, quando o moral começa a afundar.


O objectivo de mostrar aqui os meus medicamentos não é que digam sempre que "estão muito bem", mas antes que dêem opiniões sinceras, eventualmente até com sugestões (não estou tão em baixo que não possa receber todas as opiniões).


E quem tiver "olho clínico", por favor não se iniba de apontar as imperfeições ou os aspectos menos estéticos. Desde já agradeço esse "feed-back".


E como este blogue é, para mim, apenas um passatempo, a fazer por prazer e só quando apetece (e há tempo), não me vou preocupar com a regularidade das postagens; creio mesmo que elas vão ser esporádicas e isentas de qualquer noção de obrigatoriedade ou periodicidade.


Mas quando eventualmente passarem e quiserem deixar comentários ou recados, também não tem que ser na última ou mesmo numa das últimas postagens. Pode ser em qualquer uma.

Embora o costume na blogosfera seja comentar sempre a última, aqui não há "regras" nem "tradições". Informalidade é o meu actual estado de espírito.


Há só um pedido, que escrevi no cabeçalho para estar sempre visível, e que agradeço tenham em conta (e não levem a mal).


E agora, aqui vão os retratos de alguns dos meus "bébés" recentes:


Mar - (acrílico sobre tela) - inspirado nas vagas da Vagueira

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Aqui começou uma nova aventura: a pintura a óleo.

O acrílico seca demasiado depressa, o óleo demasiado devagar; como encontar o meio-termo?

jarro - (o 1º óleo sobre tela)
Feito para alguém que gosta de flores.
O interessante é que agora posso oferecer presentes mais pessoais, sem ter que andar à procura daquela prendinha original...; (só não sei se é ao gosto de quem recebe; ninguém me vai dizer que não gosta, e que preferia guardar o presente num canto escondido dos olhares... - o eterno dilema!)
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gato azul - óleo sobre tela

Não podia faltar um gato, pela afinidade do carácter independente.
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magnólias - óleo sobre tela

Estas flores roubei-as à Jardineira...

... mas já as devolvi.