
Estão a decorrer esta semana as provas de aferição, a Português e Matemática, para alunos do 4º e 6º anos.
Estas provas não contam para a nota dos alunos, mas antes para aferir da eficácia do Ensino, que, nos últimos anos (desde que as provas foram instituídas), não foi muito positiva.
Sem entrar propriamente na polémica do facilitismo actual, contraposto à exigência de outros tempos, (isso fica para outra ocasião), deixo aqui um conhecido e delicioso poema de Fernanda de Castro, relativo a um exame da 4ª classe - não de simples aferição - talvez dos anos 30 ou 40. (Quando os alunos ainda tinham mesmo que compreender o que liam).
Mas o que pretendo é destacar nele os últimos versos, que, com exigência ou facilitismo, me parece continuarem actuais:
Ontem como hoje, continuam a priveligiar-se os conhecimentos académicos, em detrimento da formação humana em outras vertentes (social, ecológica, cívica, de responsabilidade, de tolerância, de auto-conhecimento, etc.)
Estas provas não contam para a nota dos alunos, mas antes para aferir da eficácia do Ensino, que, nos últimos anos (desde que as provas foram instituídas), não foi muito positiva.
Sem entrar propriamente na polémica do facilitismo actual, contraposto à exigência de outros tempos, (isso fica para outra ocasião), deixo aqui um conhecido e delicioso poema de Fernanda de Castro, relativo a um exame da 4ª classe - não de simples aferição - talvez dos anos 30 ou 40. (Quando os alunos ainda tinham mesmo que compreender o que liam).
Mas o que pretendo é destacar nele os últimos versos, que, com exigência ou facilitismo, me parece continuarem actuais:
Ontem como hoje, continuam a priveligiar-se os conhecimentos académicos, em detrimento da formação humana em outras vertentes (social, ecológica, cívica, de responsabilidade, de tolerância, de auto-conhecimento, etc.)
Reminiscência
"Lisboa, Santarém, Porto, Leiria..."
(eu sabia de cor toda a corografia)
O Senhor Inspector
deu-me a nota mais alta em Geografia
e disse gravemente:
_"Continua. Hás-de ser gente..."
"Ângulo recto, agudo, cateto, hipotenusa..."
(já manchara de giz a minha blusa,
mas respondia a tudo e a professora sorria
enquanto eu papagueava a Geometria).
"...D. Sancho, o Povoador... D. Dinis, o Lavrador..."
(Tinha então boa memória, sabia as datas da História)
1580, 1640, 1143, em Arcos de Valdevez..."
("Muito bem, sim senhor! A pequena é simpática")
E depois, em voz alta, o senhor Inspector:
_"Vamos lá à Gramática."
_"...E, nem, nem só, mas também... conjunções copulativas".
(Eu pensava na alegria que ia dar à minha mãe,
nas frases admirativas da velha D. Maria,
a minha primeira mestra:
-Tão novinha e ficou "bem"! -
e esta suavíssima orquestra acompanhava em surdina
o meu primeiro exame de menina
aplicada, orgulhosa, inteligente...)
_"Vá ao quadro, menina." Docilmente, fiz os problemas,
dividi fracções, disse as regras das quatro operações
e finalmente,
o senhor Inspector felicitou-me, quis saber o meu nome
e declarou-me que ficara "distinta", sem favor.
Ah! Que esplendor!
Que alegria total e sem mistura!
Que orgulho, que vaidade!
Olhei de frente o sol, e a claridade
não me cegou, julguei-a quase escura...
As estrelas, fitei-as como iguais. Melhor, como rivais...
E a Humanidade pareceu-me um rebanho sem vontade,
uma vasta colónia de formigas...
(As minhas pobres, tímidas amigas!)
Pouco depois, em casa, a testa em fogo, o olhar em brasa,
gritei num desafio à terra, ao céu, ao mar, ao rio:
_"Ó mãe, eu já sei tudo!"
No seu olhar tranquilo de veludo, naquele olhar profundo,
que era todo o meu mundo, passou uma ironia tão velada,
uma ironia tão funda, tão calada,
que ainda hoje murmuro cada dia:
_"Ó mãe, eu não sei nada!..."
Fernanda de Castro, em Trinta e nove Poemas
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"Lisboa, Santarém, Porto, Leiria..."
(eu sabia de cor toda a corografia)
O Senhor Inspector
deu-me a nota mais alta em Geografia
e disse gravemente:
_"Continua. Hás-de ser gente..."
"Ângulo recto, agudo, cateto, hipotenusa..."
(já manchara de giz a minha blusa,
mas respondia a tudo e a professora sorria
enquanto eu papagueava a Geometria).
"...D. Sancho, o Povoador... D. Dinis, o Lavrador..."
(Tinha então boa memória, sabia as datas da História)
1580, 1640, 1143, em Arcos de Valdevez..."
("Muito bem, sim senhor! A pequena é simpática")
E depois, em voz alta, o senhor Inspector:
_"Vamos lá à Gramática."
_"...E, nem, nem só, mas também... conjunções copulativas".
(Eu pensava na alegria que ia dar à minha mãe,
nas frases admirativas da velha D. Maria,
a minha primeira mestra:
-Tão novinha e ficou "bem"! -
e esta suavíssima orquestra acompanhava em surdina
o meu primeiro exame de menina
aplicada, orgulhosa, inteligente...)
_"Vá ao quadro, menina." Docilmente, fiz os problemas,
dividi fracções, disse as regras das quatro operações
e finalmente,
o senhor Inspector felicitou-me, quis saber o meu nome
e declarou-me que ficara "distinta", sem favor.
Ah! Que esplendor!
Que alegria total e sem mistura!
Que orgulho, que vaidade!
Olhei de frente o sol, e a claridade
não me cegou, julguei-a quase escura...
As estrelas, fitei-as como iguais. Melhor, como rivais...
E a Humanidade pareceu-me um rebanho sem vontade,
uma vasta colónia de formigas...
(As minhas pobres, tímidas amigas!)
Pouco depois, em casa, a testa em fogo, o olhar em brasa,
gritei num desafio à terra, ao céu, ao mar, ao rio:
_"Ó mãe, eu já sei tudo!"
No seu olhar tranquilo de veludo, naquele olhar profundo,
que era todo o meu mundo, passou uma ironia tão velada,
uma ironia tão funda, tão calada,
que ainda hoje murmuro cada dia:
_"Ó mãe, eu não sei nada!..."
Fernanda de Castro, em Trinta e nove Poemas
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NOTA: A propósito do "auto-retrato" da postagem anterior, e para dissipar algumas dúvidas que surgiram:
Cronologicamente tenho 61 anos (para quem não tenha ido ver ao "perfil"), e referi que tinha feito o "retrato" a partir de um espelho interno, num momento de óptimas lembranças e de euforia (como num sonho).
Alguém vê a sua idade e imperfeições nesse estado de devaneio e ilusão? Se eu até "vi" uma imagem muito melhor que a do desenho......
______________________________________________________________________Cronologicamente tenho 61 anos (para quem não tenha ido ver ao "perfil"), e referi que tinha feito o "retrato" a partir de um espelho interno, num momento de óptimas lembranças e de euforia (como num sonho).
Alguém vê a sua idade e imperfeições nesse estado de devaneio e ilusão? Se eu até "vi" uma imagem muito melhor que a do desenho......
38 comentários:
Magri... beleza de poesia!
Pena mesmo que hoje os jovens, e os que os criaram, e também os que os transmitiram ensinamentos não souberam estimular neles, o prazer de aprender!
Sei bem ... sou professora de matemática!
Beijocas
magri...o teu espaço está cada vez mais bonito e interessante...
É verdade, é muito importante aprender e aprender bem. Também é importante avaliar e avaliar bem.
Mas nem sempre é assim...e não é uma pena, é o nosso futuro.
um abraço do fundo do Oceanus
Está lindo! Bem verdade!
Vai ao girassol, Margri..
Fazer tchim...tchim!
Bjinho
Está lindo! Bem verdade!
Vai ao girassol, Margri..
Fazer tchim...tchim!
Bjinho
pois assim era noutros tempos.
Um abraço.
Este poema ficou-me bem esculpido na memória desde que a minha Professora do 2º ano do Ciclo, o leu na aula. A sua maneira simples, mas sentida, de explicar o significado do poema, ficou-me para sempre.
Gostava de lhe agradecer!
É verdade, ainda não sei nada.
naquele temop os exames eram outros , até se comprava um vestidinho novo para ir a exame ...
e sabiamos de cor as serrase os rios e os afluente e as linhas do caminho de ferro - não só de Portugal mas de todas as então provincias ultramarinas e não tinhamos computadores para a pesquisa nem calculadora para as contas ...
talvez por isso , hoje, me esqueço de contar os anos que tenho (engano-me sempre ou será já alzheimer?...) e vejo-me qual garota nova lado a lado com a minha filha...
beijinhos
Completamente de acordo (mesmo que o assunto fosse apenas aflorado) e deliciado com esse poema, tão 'fotográfico', que desconhecia em absoluto.
Um abraço!
Querida Margri
Que delicia este post
Só tenho a dizer_______muitos parabéns!
Beijinhos com carinho
Desculpem alterar a ordem.
Começo pela Mofina:
Sabes que a tua mensagem me fez vir uma lagriminha ao olho?
Eu que já nem me lembrava...
Obrigada Mofina... por te lembrares (e com essa ternura).
Quanto a ainda não saberes nada,... deixa lá, eu também não... e sou mais velha.
Beijinhos molhados.
Hilda:
Presumo que no Brasil este poema não seja conhecido, mas os problemas do Ensino devem ser semelhantes.
Afinal somos quase colegas, só que eu já estou reformada e o meu sector era mais das Letras. Mas num ou noutro, ensinar e aprender não está fácil.
Então beijocas... colega.
Oceanus:
Obrigada pela simpatia.
Quanto a aprender e avaliar bem... geralmente sou optimista, mas neste caso tenho que ser realista, e aí...
Beijinhos.
Girassol:
Espero que tenhas tido um óptimo aniversário.
E que continues a festejar muitos outros... se possível connosco.
Beijinhos.
Vieira Calado:
Era assim noutros tempos, é verdade.
O outro aspecto que eu pretendia passar era a ideia de que a formação essencial continua por fazer.
Abraços e obrigada por ter vindo.
Greentea:
Realmente aprendia-se muita coisa: alguns conhecimentos para pouco serviam, directamente, mas indirectamente ajudavam a desenvolver o raciocínio e a memória, bem como a compreensão e a expressão.
Dava-se certamente mais valor ao trabalho e respeitavam-se mais as regras necessárias ao bom ambiente escolar. Disso, sentimos hoje a falta, pois fomos de um extremo ao outro, sem saber encontrar o meio termo.
Mas então como agora, os conhecimentos académicos continuam a ter a primazia sobre a formação humana mais global.
Ainda bem que te sentes como uma miuda, a idade do B.I. é apenas um "acidente".
Beijinhos.
Tinta Permanente:
Ainda bem que gostaste do poema, que nos lembra realidades de outros tempos, e simultaneamente... uma lacuna que persiste.
Um abraço.
Betty:
Obrigada pela visita e palavras de simpatia.
Beijinhos.
Belo texto ! É bem verdade ! Eu também não sei nada e a passagem nos diversos blogs ajuda-me a aprender um pouco sobre tudo. É uma riqueza que não podemos desperdiçar !
Fiz um comentário ao teu comentário sobre a amizade no meu espaço.
Uma beijoca verdinha
Tua nota sobre o auto retrato nem é necessária, pois a gente sente a serenidade e a felicidade que mostra tua pintura, nas tuas palavras... beijocas
Magri,
não me esqueci de ti...
Assim que puder e com calma tentarei responder às tuas questões com o meu sentir mais profundo...
De momento estou um pouco ocupado...
Um abraço amigo.
Om-Lumen
Bom dia!
... só para conhecer este poema ja valia a pena passar por aqui. Mas há mil e uma razoes, para passar sempre. Adorei! Volto sempre!...
(desculpa, ja tinha passado mas sem oportunidade de deixar comentário e de agradecer a amável visita!)
Bjicos
obrigada, margri!
olha, gostas de cerejas ?....
Margri:
Apesar do facilitismo, que reconheço ser uma contrapartida da democratização do ensino e da escola de massas que temos hoje dia, a escola actual está atenta à formação humana nas vertentes social, ecológica, cívica, de responsabilidade, de tolerância, de auto-conhecimento. Talvez as estratégias aplicadas não estejam a surtir o efeito necessário fruto também da perda de autoridade que se vai fazendo sentir na relação professor/ aluno...
Bjs. Bom fim-de-semana.
Amiga Verde:
O importante é termos a humildade e a lucidez para nos apercebermos da nossa ignorância; e manter o espírito aberto a novas aprendizagens, bem como a pôr em causa algumas "certezas", durante toda a vida. Bjs. e bfs.
Hilda:
Obrigada outra vez.
Eu nem te agradeci a nota, porque fiquei na dúvida: em Portugal, 10 é o mínimo para passar, uma vez que o máximo é 20; bom, se me atribuiste 10 sobre 20, já chega, passei (à tangente); mas,... se no Brasil o máximo for 100? Aí estou um pouco por baixo.
Vês a confusão em dois países que falam a mesma língua?
(Bem, espero que dê para ver que eu também gosto de um pouco de brincadeira).
Beijos e bom fim de semana.
Om-Lumen:
Obrigada por não te esqueceres.
Mas não há pressa, continuo a fazer o meu caminho... caminhando.
Um abraço.
Rosário:
Fiquei muito sensibilizada com a tua visita e comentário, tanto mais que te considero uma Artista (com maiúscula) que muito admiro.
Volta quando quiseres. Eu também vou espreitando a tua galeria (que me chamou mais a atenção) e o teu outro blogue, que acabei de descobrir.
Beijos e bfs.
Greentea:
Estão óptimas as tuas cerejas. Bjs.
Veritas:
Obrigada pelo comentário.
Durante o tempo em que estive "no activo", tive mais a sensação de que as vertentes que referes (e que eu tinha abordado) eram levadas em conta apenas pontualmente, por alguns professores mais sensibilizados para isso.
Nunca me apercebi de estratégias globais sérias ou programação específica para as tratar de modo CONCRETO (não apenas teórica e vagamente), a partir da vivência na própria escola.
Se isso estiver a mudar, apenas me posso congratular, mas por ora não recebi ecos dessa mudança da parte de colegas que ainda trabalham.
Um abraço e bom fim-de-semana.
Hoje vou celebrar os dons da terra sem a tua companhia, misturar-me com os sons do mundo sem coisa alguma, ao partires abriste em meu coração um caminho...
Bom fim de semana
Doce beijo
A grande aposta deveria ser mesmo na formação humana. Talvez um dia, não muito distante...
E grande é a sabedoria de quem chega à fase de dizer "Eu não sei nada!"
:)
Olá Margri,
Muito linda a tua poesia.
Vim agradecer a tua visita e as palavras que me deixaste ... já sei que costumas visitar-me ... espero ver-te lá mais vezes ... deixa uma palavrinha ... um alô ...
a casa é tua e a porta está sempre aberta.
beijinhos e bom fim de semana
Olá Margri:
Perfeito... este seu post é mais um "lição" de como deveria ser o ensino em Portugal.
Penso que a libertinagem processada a esse nivel após o 25 de Abril, que ajudei a construir e sou ferrenho defensor, foi muito prejudicial.
É aqui que não se pode perdoar o papel dos professores, e dos seus sindicatos que, em todo esse trajecto, foram grandes responsáveis.
Pensaram durantes anos a fio neles e "no seu umbigo" relegando os alunos para segundo plano.
Isso conduziu ao actual estado de ignorância técnica da maioria dos alunos.
Bjs e bfs,
Há 2 ou 3 anos «elaborei» um programa escolar que, modéstia à parte, penso que estaria muito mais adequado às necessidades das crianças e das pessoas do que a teoria que se continua a empaturrar os nos nossos jovens. Pelos meus filhos vejo que em mais de 20 anos quase nada mudou no ensino: a internet não existe, os jogos de video são uma miragem, computadores uma coisa rara, 25 de Abril não houve, Salazar nuca existiu... para onde vai este «ensino»???
Olá Margri
ADOREI esta bela poesia, senti-me retratada nela, noutros tempos da minha 4ª classe...
Celebrei os dons da terra e misturei-me com os sons do mundo sem coisa alguma...fui durante 4 dias de mini-férias para o Alentejo profundo.
Comecei por Estremoz e fui em seguida para Évora e daí em diante.
Pelo kalinka poderás ler sobre o meu «Même»:
"Para ser grande, sê inteiro:
nada Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa.
Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim, em cada lago a LUA toda
Brilha, porque alta vive.
"Ricardo Reis"
Beijinhos.
Bom domingo.
Olá adorei o teu espaço esta lindo voltarei.bom fim de semana
bjs naty
Alquimista:
Obrigada pela visita e pela poesia, sempre tão subtil. Bjs.
Olga:
Também acho que a formação humana devia ser prioritária e essa necessidade é cada vez mais premente.
Quanto à frase "Eu não sei nada", só os ignorantes acham que sabem tudo. Beijinho.
Isabel-f.:
Obrigada por teres vindo.
A porta também está sempre aberta.
Continuarei igualmente a passar por tua "casa". Bjs.
Mostardinha:
(podes tratar-me por "tu", faz-me sentir mais jovem)
Realmente o 25 de Abril, que eu também desejei e continuo a achar ter sido uma viragem no bom sentido (de um modo geral), trouxe bastante degradação ao Ensino.
Falas na responsabilidade dos professores:
Eu não a posso negar totalmente, mas como fui professora, sei que fomos mais vítimas que culpados: da degradação do sistema, das mútiplas reformas mal preparadas, da falta de formação dos novos professores, e ainda da "libertinagem" de que falas e excesso de facilitismo (diria mesmo laxismo), que transformou os alunos em pequenos ditadores. Tudo isso trouxe muita frustração aos professores, com pouquíssimos meios para alterar esta situação, e que estão cada vez mais desmotivados.
Eu comecei e continuei o meu trabalho por vocação, mas acabei sobretudo frustrada, já que muitíssimas vezes, a maior parte do tempo de cada aula era passado a tentar acalmar os alunos e a procurar instalar um mínimo de disciplina, indispensável a qualquer trabalho. E isto era só uma parte dos problemas.
Nestas condições, não há vocação nem boa vontade que resista muito tempo.
Abraço.
Alexandre:
Embora "de fora", continuo a interessar-me pelo Ensino, já que lhe dediquei uma boa parte da minha vida.
Não sei se publicaste esse programa que elaboraste, ou se tens alguma possibilidade de me enviar pelo menos as linhas gerais por mail (tenho um mail anexo ao "perfil"). Se puderes, agradeço.
Se bem que a falta não é de ideias. Eu e outras colegas tentámos algumas vezes enviar sugestões a superiores hierárquicos, que as devem ter posto directamente no caixote do lixo, sem sequer se darem ao trabalho de responder.
As "capelinhas" e a falta de diálogo continuam a emperrar o sistema.
Um abraço.
Kalinka:
Embora seja do Norte, gosto muito do Alentejo.
Este poema de Ricardo Reis é quase um programa de vida:
"Põe quanto és no mínimo que fazes" - bastava isto.
Bjs.
Naty:
Obrigada pela visita e palavras simpáticas.
Beijinhos.
Tinha comentado antes, porque lembrei tudo ao ler-te, mas entretanto desapareceu! Só estranho este destaque que dão àquilo que tão comum era: aprender, aprender sempre. Exame da 4ª, aptidão ao liceu ou escola técnica, 2º ano, 5º ano - Letras e Ciências...Numa altura em que a mente tenra fixava, pelo menos sabíamos "onde" estávamos. Relativamente à sociedade salazarenta em que se vivia, aí ainda tínhamos alguma liberdade de imaginar. Lembro-me de professoras bem progressistas nessa altura. E o básico da educação é ampla cultura e disciplina - é escusado pintar de outras cores. Se forem dadas ferramentas, o resto é conquistado. Penso. Bjinho
Ai Margri, agora deu-te para escrever, e a mim para ser preguiçosa! Pois, mas concordo. Só uma coisinha, porque é que a formação humana se separa dos conhecimentos académicos? Os dois deviam ser um.
Bjinho, boa semana
Querida Margri
Passei___________para deixar________uma flor_____um:)))
Beijinhos com carinho
BSemana
Oi Magri, dois motivos me trazem de volta a te escrever nesse post:
1- No Brasil, 10 é nota máxima, viu?
2- Desejar uma semana radiante a você!
Beijocas...
Bettips:
É claro que sempre houve liberdade de imaginar e professores progressistas (apesar de sermos obrigados, em cada concurso, a assinar a célebre "declaração anti-comunista... e contra todas as ideias subversivas").
Ampla cultura e disciplina, isso é outra história, não sei se faltam as ferramentas ou simplesmente a vontade (de quem pode).
Beijinhos e boa semana.
Jardineira:
Não sei se dei a impressão de separar formação humana dos conhecimentos académicos.
Se dei, desculpa, foi excesso de análise.
Para mim elas devem andar a par, e o que procuro dizer é que se tem dado pouca importância à primeira, sendo ela fundamental; mas junta com os conhecimentos académicos, claro. Bjinhos.
Betty e Hilda:
Boa semana também.
(Já fui aos vossos blogues).
Caminharei pelos trilhos da noite, sempre sonhando. Não deixarei que me destruam os meus sonhos ainda que digam que os não tenho.Será que não é um direito de todos nós?
Beijinhos embrulhados em abraços
Olá Magri!!
Adorei o poema!!
Já agora aproveito e faço publicidade...
Grástis em http://cosmictarot.blogspot.com
Beijos Cósmicos
P.S. Voltarei sempre que possível
Extraordinárias memórias foram despertas por este seu post! Vá, se puder, ao Observatório, o meu último post, mesmo se muito simples, talvez lhe diga algo. Também deixei comentário no seu post seguinte.
Um abraço,
Isabel
Este poema (que achei delicioso) fez-me viajar aos tempos da minha 4ª classe ... é certo que nunca sabemos tudo ...
mas sem dúvida que com aquela 4ª classe ficávamos a saber muito ...
beijinhos
Sonhadora:
Obrigada pela visita.
E nunca deixes de sonhar, porque é o sonho que comanda a vida.
Beijinhos.
Patrícia:
Lá irei.
Beijos.
Isabel José:
Também irei ver o teu post.
Beijos.
Isabel-f.:
Ficávamos com uma boa preparação para continuar a aprender.
Beijos.
Tem graça...acho que não é um sentimento frequente entre as crianças...
mas que sei eu!
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